Cyborgue

 

Neil Harbisson é um artista audiovisual e presidente da Fundação Cyborg. Em 2004, se tornou a primeira pessoa reconhecida como ciborgue por um governo. Harbisson tem acromatopsia, uma condição que desde o nascimento o obrigou a ver o mundo em preto e branco. Desde os 20 anos, tem instalado um olho electrónico chamado eyeborg, que permite ao artista escutar as cores.

Em 2010, inaugurou a Fundação Cyborgue, uma organização internacional para ajudar os seres humanos a converterem-se em cyborgues e defender os direitos dos cyborgue.

- Na escola, quando perguntava aos colegas para passar a tinta vermelha ou para pegar uma caneta azul, estes muitas vezes pensavam que Harbisson estava apenas sendo preguiçoso. Vestia-se exclusivamente em preto e branco. "Qual é o sentido de usar algo que eu não posso apreciar?", perguntava ele. Aos 16 anos de idade começou a estudar belas Artes no Instituto Alexandre Satorras, onde recebeu permissão para desenvolver suas obras usando apenas preto e branco. Os primeiros trabalhos de Harbisson são todos em preto e branco.

 

Na minha opinião pessoal o conceito cyborgue nasce de uma necessidade de unir a tecnologia ao corpo humano. Nos dias de hoje existe a possibilidade de substituirmos por ex. os nossos membros, em caso de acidente por robotizações seguidas de uma linha de código que desempenharam as mesmas funções que esse membro exercia.

Isto dá asas á imaginação humana de criar inúmeras hipóteses isto claro que hoje em dia com o avanço da tecnologia audiovisual e media, as hipóteses dentro da imaginação leva este conceito para outros parâmetros, contamos com criaturas não reais chegando ao ponto de serem na sua totalidade uma maquina.

 

Galeria de Fotos: Cyborgue

 

E se formos todos já cyborgs?...

A questão pode parecer irônica, mas tudo vai depender do ângulo em que é tratada. Se um cyborg é um homem cuja capacidade foi aumentada pelos avanços tecnológicos, então uma boa parte da humanidade pode ser definida como tal. Segundo alguns pesquisadores, nós já entramos na era dos cyborgs, com a proliferação de aparelhos electrónicos, que invadem nossas vidas até se tornarem indispensáveis. Televisores, telefones, satélites, Internet: todas essas ferramentas nos permitem interagir com o mundo e, assim, aumentar a abrangência de nossas acções e ideias. Para a maioria das pessoas, essa explicação é muito "fictícia", pois a evolução é uma característica própria do homem e as ferramentas tecnológicas que ele utiliza, não podem alterar a sua condição primária de "animal pensante". Falamos de um homem aumentado.

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